Economia de Defesa e Segurança: 50M € para inovação e competitividade empresarial

Out 7, 2025

O aviso PRR – Economia de Defesa e Segurança disponibiliza 50 milhões de euros para apoiar projetos de inovação e modernização da indústria nacional. Gerido pelo Banco Português de Fomento, o programa financia empresas que desenvolvam tecnologias e soluções com aplicação dual — civil e militar — reforçando a competitividade, a autonomia tecnológica e a integração de Portugal na base industrial de defesa europeia.

O Governo lançou o novo aviso PRR – Economia de Defesa e Segurança, com uma dotação total de 50 milhões de euros, destinado a apoiar projetos de inovação, qualificação e modernização das empresas ligadas ao setor da defesa e da segurança, ou que desenvolvam produtos e serviços com aplicação dual (civil e militar).

Esta linha de financiamento é gerida pelo Banco Português de Fomento (BPF), no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, criado para assegurar a execução integral das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O objetivo é reforçar a autonomia tecnológica nacional, apoiar a Inovação Empresarial e estimular a competitividade industrial em áreas estratégicas da economia portuguesa, nomeadamente no setor da Indústria de Defesa.

 

PRR: reforço da Inovação Empresarial na Economia de Defesa e Segurança

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) assume um papel central na modernização tecnológica do tecido empresarial português. A linha Economia de Defesa e Segurança enquadra-se nesta estratégia, destinando-se a empresas de qualquer dimensão que desenvolvam produtos, tecnologias ou serviços aplicáveis à defesa, segurança e resiliência das infraestruturas críticas.

Com esta medida, o Governo pretende canalizar 50 milhões de euros para projetos com forte componente de Inovação Empresarial, tecnologia avançada e aplicação prática no reforço da capacidade nacional de defesa e segurança.

Esta iniciativa faz parte de um pacote mais alargado de 300 milhões de euros destinados a promover a inovação e competitividade das empresas, que inclui também as linhas Reindustrialização (150 milhões) e Inteligência Artificial nas PME (100 milhões).

 

Objetivos do aviso Economia de Defesa e Segurança

A medida Economia de Defesa e Segurança visa apoiar projetos empresariais que contribuam para:

  • Aumentar a capacidade tecnológica nacional em produtos e sistemas de defesa;
  • Desenvolver soluções de dupla utilização (civil e militar);
  • Reforçar a autonomia industrial e a soberania tecnológica;
  • Promover a cooperação entre empresas, universidades e centros tecnológicos;
  • Estimular a internacionalização da indústria de defesa portuguesa;
  • Fomentar a resiliência e proteção de infraestruturas críticas;
  • Integrar as empresas portuguesas nas cadeias de valor europeias da defesa.

A aposta na Economia de Defesa e Segurança posiciona Portugal de forma competitiva no esforço europeu de reforço da base tecnológica e industrial de defesa (EDTIB – European Defence Technological and Industrial Base).

 

Entidades elegíveis

Podem apresentar candidatura ao aviso Economia de Defesa e Segurança:

  • Empresas de qualquer dimensão, incluindo micro, pequenas, médias e grandes empresas;
  • Entidades gestoras de clusters, polos de inovação e associações empresariais, desde que atuem em consórcio com empresas;
  • Organismos de investigação e tecnologia (RTO), enquanto parceiros não beneficiários diretos, mas participantes em consórcios.

As empresas candidatas devem:

  • Ter sede ou estabelecimento em Portugal;
  • Estar em situação regularizada perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social;
  • Cumprir o princípio DNSH (Do No Significant Harm);
  • Apresentar viabilidade técnica, financeira e de execução;
  • Demonstrar capacidade de gestão e recursos adequados para implementar o projeto.

 

Tipologias de operação apoiadas

O aviso Economia de Defesa e Segurança apoia quatro grandes tipologias de projetos empresariais:

  1. Inovação Produtiva
    • Introdução de novos produtos, processos ou serviços no mercado;
    • Desenvolvimento e produção de sistemas tecnológicos avançados;
    • Fabrico de componentes, sensores ou equipamentos aplicáveis à defesa e segurança.
  2. Investigação e Desenvolvimento (I&D)
    • Projetos de I&D industrial com forte componente tecnológica;
    • Criação de protótipos e demonstrações de tecnologia aplicável à defesa;
    • Transferência de conhecimento e cooperação com centros de investigação.
  3. Qualificação e Capacitação
    • Formação especializada em tecnologias críticas e sistemas de defesa;
    • Certificação de produtos e processos;
    • Implementação de sistemas de gestão da qualidade e segurança.
  4. Internacionalização
    • Participação em feiras e missões internacionais de defesa;
    • Promoção de produtos portugueses em cadeias de valor europeias e da NATO;
    • Ações de marketing internacional e desenvolvimento de redes comerciais.

 

Despesas elegíveis

São consideradas despesas elegíveis as que se relacionem diretamente com a execução do projeto, nomeadamente:

  • Aquisição de máquinas e equipamentos produtivos;
  • Software, hardware e licenças tecnológicas;
  • Custos de I&D, prototipagem e testes;
  • Consultoria técnica e auditorias;
  • Custos com certificação e normalização;
  • Ações de formação e qualificação de pessoal técnico;
  • Campanhas de promoção e internacionalização.

São não elegíveis:

  • Despesas de funcionamento corrente;
  • Aquisição de terrenos e imóveis;
  • Custos com IVA recuperável;
  • Despesas realizadas fora do período de elegibilidade.

 

Montante de apoio e taxas de financiamento

A dotação total é de 50 milhões de euros, com apoios a fundo perdido até 75% das despesas elegíveis.

O limite máximo de apoio por beneficiário é de 300 mil euros, aplicável a projetos individuais ou integrados em consórcio.

Os apoios podem assumir a forma de subvenção não reembolsável ou de instrumentos financeiros complementares, consoante a natureza e escala do projeto, com o objetivo de maximizar o impacto do investimento.

 

Critérios de seleção

As candidaturas ao aviso Economia de Defesa e Segurança são avaliadas com base no Mérito do Projeto (MP), calculado pela fórmula:

MP = 0,50A + 0,50B

Onde:

  • A – Qualidade e inovação do projeto, incluindo relevância tecnológica e alinhamento com as prioridades do PRR;
  • B – Impacto esperado, medido por indicadores de criação líquida de emprego, crescimento do Volume de Negócios e potencial de internacionalização.

São elegíveis os projetos que obtenham pontuação mínima de 3 pontos, numa escala de 1 a 5.

 

Prazos de candidatura

O período de candidaturas decorre de 30 de setembro a 28 de novembro de 2025, em duas fases:

  • 1.ª fase: até 31 de outubro de 2025;
  • 2.ª fase: até 28 de novembro de 2025.

As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma digital do Banco Português de Fomento (SIGA-BF), acompanhadas de:

  • Memória descritiva e técnica do projeto;
  • Plano financeiro e cronograma de execução;
  • Demonstrações financeiras e indicadores de sustentabilidade;
  • Declaração DNSH e conformidade ambiental;
  • Projeções de impacto e metas quantificáveis.

 

Pagamentos e execução

Os projetos aprovados poderão beneficiar de:

  • Adiantamento até 30% do apoio, mediante garantia;
  • Pagamentos intercalares com base na execução comprovada;
  • Pagamento final até 5% após a validação de resultados.

O prazo máximo de execução é de 24 meses, contados a partir da assinatura do contrato de financiamento.

O Banco Português de Fomento e a Estrutura de Missão Recuperar Portugal asseguram o acompanhamento e verificação técnica e financeira das operações.

 

Impacto esperado da medida

A medida Economia de Defesa e Segurança representa uma aposta estratégica na modernização e autonomia tecnológica nacional, com impacto direto na indústria, inovação e emprego qualificado.

Espera-se que este apoio contribua para:

  • Reforçar a capacidade tecnológica e industrial das empresas portuguesas;
  • Promover o desenvolvimento de produtos de dupla utilização (civil e militar);
  • Estimular a exportação e a internacionalização da Indústria de Defesa nacional;
  • Criar emprego qualificado e atrair talento tecnológico;
  • Fortalecer a integração de Portugal na base tecnológica e industrial de defesa europeia.

 

SkillTech apoia a inovação e a competitividade no setor da defesa

A SkillTech acompanha empresas e entidades no desenvolvimento e submissão de candidaturas ao aviso Economia de Defesa e Segurança, prestando apoio técnico, estratégico e financeiro em todas as fases do processo.

Com experiência consolidada em projetos PRR e Inovação Empresarial, a SkillTech é parceira das organizações que procuram investir em tecnologia, defesa e sustentabilidade, reforçando o seu papel na economia nacional.

Contacte a SkillTech e prepare a sua candidatura com confiança.

 

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