Investir na gestão de recursos hídricos no Algarve tornou-se uma necessidade urgente. Com anos consecutivos de precipitação abaixo da média, intrusão salina em aquíferos e pressão crescente sobre os recursos naturais, a região enfrenta riscos hídricos que afetam desde o setor agrícola ao abastecimento público. É neste contexto que o aviso ALGARVE-2025-17, do Programa Algarve 2030, surge como uma oportunidade estratégica para financiar projetos ambientais com soluções concretas de resiliência hídrica.
Com uma dotação de 4,5 milhões de euros e uma taxa de cofinanciamento até 60%, este aviso visa reforçar a capacidade de adaptação às alterações climáticas, através de intervenções estruturadas, sustentáveis e alinhadas com as prioridades regionais.
Porque é urgente investir na resiliência climática do Algarve
O Algarve é uma das regiões portuguesas mais vulneráveis às alterações climáticas. A escassez de água já não se mede apenas pelos níveis das barragens — manifesta-se na degradação das linhas de água, na perda de biodiversidade ripícola e na maior frequência de cheias urbanas, provocadas por eventos extremos mal drenados.
Mais do que reagir, é necessário planear, proteger e monitorizar os sistemas hídricos da região com base em dados, engenharia natural e soluções tecnológicas. É precisamente este tipo de atuação que o aviso ALGARVE-2025-17 procura apoiar, com recurso a fundos europeus especificamente orientados para a ação climática.
Financiamento de projetos ambientais no Algarve 2030
Este aviso enquadra-se no Eixo 2 – Sustentabilidade e Ação Climática do programa Algarve 2030, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O apoio assume a forma de subvenção não reembolsável, até um máximo de 60% dos custos elegíveis, sendo obrigatório um custo total da operação superior a 200.000 euros.
Trata-se de uma medida estruturante para reforçar a capacidade das autarquias e entidades públicas na gestão sustentável da água e no combate aos efeitos das alterações climáticas.
Mitigação de cheias e proteção das linhas de água: ações apoiadas
As operações apoiadas distribuem-se por quatro grandes áreas de intervenção:
- Proteção e valorização dos recursos hídricos
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- Reabilitação ecológica de linhas de água;
- Remoção de vegetação invasora;
- Retenção natural de caudal;
- Soluções baseadas na natureza.
- Prevenção e mitigação de cheias e inundações
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- Desassoreamento;
- Renaturalização de margens;
- Obras de drenagem urbana sustentável;
- Reforço da capacidade de retenção hídrica em eventos extremos.
- Sistemas de monitorização hídrica e informação
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- Redes hidrométricas e estações de sensores;
- Plataformas digitais de gestão de risco;
- Modelação hidrológica;
- Sistemas de alerta precoce.
- Estudos técnicos para segurança e eficiência hídrica
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- Avaliação da segurança de barragens;
- Diagnóstico de eficiência no uso da água;
- Estudos de pressão sobre massas de água e modelação de indicadores.
Na experiência da SkillTech, candidaturas que integram várias tipologias — como por exemplo engenharia natural combinada com sistemas digitais de monitorização — tendem a ser valorizadas pela sua abordagem abrangente.
Fundos europeus para autarquias e entidades públicas
São elegíveis para apresentação de candidatura:
- Municípios e Associações de Municípios;
- Comunidades Intermunicipais (CIM);
- Organismos públicos com competências na área da água;
- Outras entidades públicas, mediante parecer prévio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA, I.P.).
As intervenções devem ocorrer no território da NUTS II Algarve. O prazo para submissão decorre de 30 de abril de 2025 até 22 de abril de 2026, até às 18h00, através do Balcão dos Fundos.
Documentação obrigatória para a candidatura
A apresentação de uma candidatura no âmbito da gestão de recursos hídricos no Algarve, ao abrigo do aviso ALGARVE-2025-17, exige a submissão de um conjunto de documentos técnicos e administrativos, fundamentais para a validação e elegibilidade da operação. Entre os elementos a apresentar destacam-se:
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Memória descritiva da operação, com identificação do problema a resolver, objetivos específicos, necessidades, indicadores e resultados esperados;
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Descrição técnica detalhada, incluindo grau de maturidade, calendarização, fundamentação dos custos e compatibilidade com os planos de ordenamento do território;
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Projetos de execução completos, com peças desenhadas, escritas, termos de responsabilidade, e comprovativos de licenciamento e autorizações legalmente exigíveis;
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Caderno de encargos, integrando medidas de sustentabilidade ambiental (requisitos Green Public Procurement);
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Mapa de quantidades e preços unitários, com referência à aplicação de critérios de eficiência energética, uso de materiais ecoeficientes e recicláveis;
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Pareceres prévios obrigatórios, incluindo o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente, I.P., quando aplicável;
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Plantas e comprovativos de legitimidade de intervenção sobre os imóveis abrangidos pela operação;
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Plano de comunicação e visibilidade dos apoios, de acordo com a regulamentação comunitária;
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Declaração de conformidade com o princípio DNSH (Do No Significant Harm), acompanhada dos formulários aplicáveis;
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Fichas técnicas e quadros financeiros da operação (Anexos B.1 e B.2 do aviso).
Adicionalmente, os beneficiários devem demonstrar a capacidade de financiamento próprio, a sustentabilidade futura da operação e, nos casos aplicáveis, apresentar projeções relativas a projetos com geração de receitas.
Tipologia de despesas elegíveis
São consideradas elegíveis para apoio financeiro as seguintes categorias:
- Elaboração de estudos e projetos técnicos;
- Trabalhos de construção civil e engenharia natural;
- Aquisição de software e equipamentos de monitorização;
- Plataformas de gestão e sistemas de alerta;
- Fiscalização e coordenação de segurança em obra;
- Produção de vídeo para projetos com apoio superior a 500.000€;
- Aquisição de terrenos (caso estritamente necessário);
- IVA não recuperável, quando relacionado com operações elegíveis no contexto da gestão de recursos hídricos no Algarve.
Custos não elegíveis: o que deve evitar
Apesar da abrangência do aviso, são consideradas não elegíveis:
- Despesas realizadas antes da submissão da candidatura;
- IVA recuperável ou compensável;
- Custos administrativos não diretamente associados à operação;
- Intervenções que não disponham de todos os pareceres/licenciamentos;
- Atividades fora do enquadramento do aviso (ex: produtivas ou comerciais).
Critérios de avaliação e seleção
As candidaturas são avaliadas com base em:
- Adequação à Estratégia Regional e aos instrumentos de planeamento – 30%
- Impacto territorial e populacional das ações propostas – 30%
- Capacidade de execução e de gestão da entidade promotora – 15%
- Qualidade técnica e fundamentação da operação – 25%
Para serem consideradas elegíveis, as propostas devem obter no mínimo 3 valores em 5. A não concretização de 85% dos indicadores contratualizados poderá originar penalizações ou devoluções parciais do financiamento.
Obrigações de comunicação e transparência
Todas as entidades beneficiárias devem garantir a visibilidade dos apoios recebidos através de:
- Afixação de sinalética nos locais de intervenção;
- Divulgação online (sites institucionais);
- Produção de vídeo institucional (quando aplicável);
- Conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).
O não cumprimento das obrigações de comunicação pode levar a cortes até 3% do valor financiado.
Oportunidades e erros comuns
Com base nos apoios anteriores e na experiência da SkillTech, identificam-se:
Boas práticas:
- Projetos com soluções mistas: natural + digital;
- Diagnósticos técnicos bem estruturados;
- Integração com estratégias municipais e planos de bacia.
Erros a evitar:
- Submissão sem maturidade técnica suficiente;
- Falta de pareceres obrigatórios;
- Desalinhamento com os critérios do aviso ou objetivos climáticos.
Apoio da SkillTech na gestão de recursos hídricos no Algarve
A SkillTech apoia a gestão de recursos hídricos no Algarve com soluções técnicas e estratégicas para candidaturas robustas e sustentáveis.
Fale connosco e assegure uma candidatura sólida no domínio da gestão de recursos hídricos no Algarve, orientada para resultados.
