Gestão de Recursos Hídricos: 50M € para reforçar a resiliência dos territórios

Out 15, 2025

O aviso PACS-2025-11 disponibiliza 50 milhões de euros do Fundo de Coesão para projetos de gestão de recursos hídricos em todo o território continental. A medida apoia investimentos que previnam cheias e inundações, reforcem a resiliência dos territórios e promovam a adaptação às alterações climáticas.

O Governo lançou o aviso PACS-2025-11, com uma dotação de 50 milhões de euros do Fundo de Coesão, destinado a apoiar projetos de gestão de recursos hídricos em todo o território continental.
A medida integra-se no Programa Ação Climática e Sustentabilidade – Sustentável 2030 (PACS) e tem como objetivo reduzir o risco de cheias e inundações em meio urbano, promovendo a adaptação às alterações climáticas e o reforço da resiliência dos territórios.

O aviso abrange as regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, e prevê uma taxa de cofinanciamento até 85%, para operações com investimento total superior a 5 milhões de euros.

 

Gestão de Recursos Hídricos: uma prioridade estratégica nacional

A gestão de recursos hídricos é uma das prioridades estruturantes do PACS – Sustentável 2030, alinhada com as metas europeias de mitigação e adaptação climática.
Portugal enfrenta desafios crescentes relacionados com cheias, inundações e escassez de água, exigindo soluções integradas que combinem engenharia hidráulica, planeamento urbano e infraestrutura verde.

Este aviso surge no contexto dos Planos de Gestão dos Riscos de Inundações (PGRI) e da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, promovendo investimentos que aumentem a segurança das populações e a eficiência dos sistemas hídricos urbanos.

A aposta pública na gestão de recursos hídricos representa também uma oportunidade para modernizar infraestruturas, melhorar a drenagem urbana e integrar soluções naturais que aumentem a capacidade de retenção e escoamento sustentável da água.

 

Objetivos do aviso PACS-2025-11

O aviso PACS-2025-11 tem como missão apoiar projetos que contribuam para a prevenção e mitigação de cheias e inundações, através de intervenções estruturais e naturais que melhorem o desempenho ambiental das cidades e vilas portuguesas.

Entre os seus principais objetivos, destacam-se:

  • Reforçar a resiliência territorial face a fenómenos meteorológicos extremos;
  • Adaptar os sistemas urbanos às alterações climáticas;
  • Reduzir danos económicos e sociais associados a inundações;
  • Melhorar a gestão e retenção das águas pluviais;
  • Promover soluções de infraestrutura verde como complemento à engenharia tradicional.

A medida está diretamente alinhada com o Objetivo Estratégico 2 do Sustentável 2030: Promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção de riscos.

 

Entidades e operações elegíveis

Podem apresentar candidaturas ao aviso PACS-2025-11 as seguintes entidades:

  • Administração Pública Central;
  • Municípios e Associações de Municípios;
  • Serviços municipalizados e entidades gestoras de sistemas de águas;
  • Empresas do setor empresarial do Estado e local com competências na área hídrica.

As operações devem localizar-se nas regiões NUTS II do continente e enquadrar-se nos PGRI, com parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA, I.P.).

Prevenção de cheias e inundações como eixo prioritário de investimento

A prevenção de cheias e inundações é uma das componentes centrais do aviso PACS-2025-11, refletindo a necessidade de proteger populações, infraestruturas e ecossistemas urbanos.
O investimento nestas áreas contribui para reduzir danos materiais e humanos, garantir segurança hídrica e promover a sustentabilidade ambiental das cidades portuguesas.

Ações elegíveis na gestão de recursos hídricos

O aviso contempla um conjunto diversificado de ações de gestão de recursos hídricos, que combinam intervenções de engenharia hidráulica com soluções baseadas na natureza.
Entre as operações elegíveis, incluem-se:

  • Construção e requalificação de infraestruturas de drenagem subterrânea, como condutas, túneis ou reservatórios de retenção;
  • Soluções de drenagem sustentável e retenção natural, recorrendo a infraestrutura verde (bacias de infiltração, zonas húmidas ou corredores ecológicos);
  • Projetos integrados de planeamento urbano resiliente, que articulem drenagem, pavimentos permeáveis e espaços verdes;
  • Medidas de mitigação do risco de cheias e inundações, através da recuperação de linhas de água e zonas ribeirinhas;
  • Sistemas de monitorização e alerta precoce associados à gestão de cheias urbanas.

Estas ações deverão contribuir para o equilíbrio hidrológico dos territórios e para a redução da vulnerabilidade climática das populações.

 

Despesas elegíveis e cofinanciamento

São elegíveis para apoio no âmbito do PACS – Sustentável 2030 as seguintes despesas:

  • Estudos técnicos e projetos de execução;
  • Trabalhos de construção civil e engenharia hidráulica;
  • Equipamentos de monitorização e software de gestão hídrica;
  • Fiscalização e coordenação de segurança;
  • Revisões de preços e assistência técnica especializada;
  • Campanhas de comunicação e sensibilização pública;
  • Restabelecimento de acessos e serviços afetados pelas obras.

A taxa máxima de apoio é de 85% das despesas elegíveis, sendo o restante assegurado por contrapartida nacional pública.
As operações devem apresentar viabilidade técnica, económica e ambiental, demonstrando o seu contributo direto para os PGRI e para a adaptação às alterações climáticas.

 

Critérios de seleção e prioridades de investimento

As candidaturas ao aviso PACS-2025-11 serão avaliadas segundo critérios técnicos e estratégicos, que valorizam:

  • Contributo para a redução de riscos de cheias e inundações;
  • Compatibilidade com os PGRI e a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas;
  • Integração de soluções de infraestrutura verde;
  • Eficiência na relação custo-benefício e impacto ambiental;
  • Grau de maturidade técnica do projeto.

Projetos com elevado impacto na segurança das populações e na resiliência climática urbana terão prioridade na seleção.

 

Adaptação às alterações climáticas e infraestrutura verde

O PACS – Sustentável 2030 incentiva uma abordagem integrada à adaptação às alterações climáticas, promovendo sinergias entre engenharia tradicional e infraestrutura verde.
Os projetos financiados devem contribuir para melhorar a gestão das águas pluviais e aumentar a permeabilidade dos solos, reduzindo o escoamento superficial e o risco de inundação.

As soluções baseadas na natureza — como bacias de retenção, corredores ecológicos ou pavimentos drenantes — são essenciais para criar cidades mais resilientes e sustentáveis.
Estas medidas permitem reconectar o ciclo natural da água e reduzir a pressão sobre as redes de drenagem urbana, ao mesmo tempo que criam espaços verdes e biodiversidade urbana.

 

Articulação com políticas europeias e nacionais

A gestão de recursos hídricos financiada pelo PACS está em linha com o Pacto Ecológico Europeu e o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030).
Estes programas reforçam o compromisso de Portugal com a transição climática justa e a sustentabilidade dos ecossistemas hídricos.

A medida também complementa os investimentos do Portugal 2030 em proteção civil, ordenamento do território e eficiência hídrica, promovendo uma visão integrada da adaptação às alterações climáticas.

Ao privilegiar a cooperação entre municípios e entidades públicas, o aviso PACS-2025-11 contribui para criar soluções regionais de gestão da água, baseadas em conhecimento técnico e inovação.

 

Impacto esperado

Com uma dotação total de 50 milhões de euros, estima-se que o aviso PACS-2025-11 financie projetos estruturantes de grande escala, com impacto direto em centenas de milhares de pessoas.

Entre os resultados esperados:

  • Redução da exposição de áreas urbanas a cheias e inundações;
  • Melhoria do desempenho dos sistemas de drenagem e retenção;
  • Integração de soluções naturais no espaço urbano;
  • Aumento da resiliência climática das infraestruturas;
  • Promoção da sustentabilidade hídrica e ambiental.

A gestão de recursos hídricos assume assim um papel central na prevenção de riscos climáticos, na proteção das populações e no planeamento sustentável dos territórios.

 

SkillTech acompanha a transição climática e sustentável

A SkillTech acompanha de forma contínua a evolução dos instrumentos de financiamento ligados à sustentabilidade, ambiente e transição climática, divulgando informação técnica rigorosa sobre os avisos do PACS – Sustentável 2030 e de outros programas do Portugal 2030.

Com experiência em consultoria estratégica e tecnológica, a empresa apoia entidades públicas e privadas na compreensão dos mecanismos de financiamento, contribuindo para um planeamento mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos e energéticos.

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