Digitalização do património cultural: candidaturas abertas para apoiar museus, bibliotecas e arquivos do Algarve em 700 mil euros

Jul 1, 2025

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Estão abertas candidaturas para a digitalização do património cultural no Algarve. O aviso tem uma dotação total de 700 mil euros e apoia projetos até 150.000€ para museus, bibliotecas e arquivos. Submissões até 20 de janeiro de 2026.

A Autoridade de Gestão do Programa Regional Algarve 2030 lançou o aviso ALGARVE-2025-21 – Digitalização do Património Cultural em Rede, que visa financiar operações que reforcem a transição digital das instituições culturais da região. Com uma dotação de 700 mil euros, cofinanciada a 60% pelo FEDER, o concurso apoia a digitalização de acervos museológicos, bibliográficos, fílmicos e arquivísticos, através da modernização tecnológica, contratação de serviços especializados e promoção do acesso público aos conteúdos culturais.

As candidaturas estão abertas até às 18h00 do dia 20 de janeiro de 2026 e podem ser submetidas por municípios, entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, desde que estabeleçam cooperação com os organismos do setor cultural e patrimonial da região.

 

Uma aposta na modernização cultural e na inclusão digital

Num contexto em que o acesso ao património cultural depende cada vez mais de soluções digitais, este aviso insere-se numa estratégia mais ampla de promoção da cultura acessível e do turismo sustentável, prevista no objetivo específico 4.6 do Algarve 2030. Ao financiar a digitalização do património cultural, pretende-se reforçar a relação entre os cidadãos e os acervos, aumentar a acessibilidade e garantir a preservação digital de coleções com elevado valor histórico, artístico ou documental.

Esta medida inscreve-se ainda nos princípios de inovação social e inclusão cultural, ao prever ações orientadas para públicos socialmente vulneráveis e iniciativas que promovam a literacia cultural e o acesso universal ao conhecimento. Ao mesmo tempo, contribui para a transição digital da cultura, com impacto direto na sustentabilidade das instituições e na forma como o património cultural digital é partilhado.

 

Operações e ações financiadas

São elegíveis operações que envolvam a digitalização de coleções e espólios de valor histórico e cultural significativo, abrangendo, nomeadamente:

  • Coleções museológicas (móveis, artísticas ou arqueológicas);
  • Fundos bibliográficos e arquivísticos antigos;
  • Acervos fotográficos e fílmicos com interesse documental;
  • Património imaterial com relevância cultural reconhecida.

 

O financiamento cobre, entre outros, os seguintes tipos de despesa:
  • Contratação de serviços técnicos especializados em digitalização, conservação e restauro, mediação cultural e comunicação;
  • Aquisição ou atualização de equipamentos específicos para digitalização;
  • Desenvolvimento de ações de comunicação e mediação com fins educativos e de inclusão;
  • Despesas com pessoal técnico da entidade promotora, até 20% do custo elegível da operação;
  • Aquisição de software ou licenças que garantam a disponibilização pública dos conteúdos.

Estas medidas visam garantir a existência de acervos digitais acessíveis, promovendo a cultura digital e a interação com novos públicos.

 

Requisitos obrigatórios

Para serem consideradas elegíveis, as candidaturas devem cumprir, cumulativamente, os seguintes critérios:

  • Utilização de licenças de domínio público para os conteúdos digitalizados;
  • Disponibilização dos conteúdos em formatos abertos e normalizados;
  • Partilha obrigatória dos conteúdos na plataforma Europeana, a biblioteca digital da União Europeia.

Estas exigências asseguram que o investimento público contribui para o acesso universal e a interoperabilidade dos acervos digitais, bem como para a valorização europeia do património cultural local.

 

Entidades que se podem candidatar

De acordo com o artigo 36.º do Regulamento Específico da Área Temática Valorização do Território e Infraestruturas Sociais (REVTIS), são consideradas entidades beneficiárias:

  • Municípios e Associações de Municípios;
  • Entidades da administração pública local e do setor empresarial local;
  • Entidades do setor empresarial do Estado;
  • Outras pessoas coletivas de direito público, mediante protocolo com entidades intermunicipais ou municípios;
  • Entidades privadas sem fins lucrativos, desde que em cooperação formal com entidades públicas da área da cultura.

Todas as entidades devem apresentar projetos com Custo Total superior a 200.000 euros, devidamente fundamentados, com orçamento detalhado e justificado com base em critérios objetivos, que valorizem a transição digital do património e o acesso à cultura.

 

Condições técnicas e de maturidade

Para além da elegibilidade institucional e territorial, os projetos devem demonstrar:

  • Existência de documentação técnica preparada (ex: caderno de encargos, termos de referência);
  • Licenciamentos ou autorizações necessárias;
  • Incorporação de medidas de sustentabilidade ambiental (ex: soluções baseadas na natureza, eco materiais, eficiência energética, redução de resíduos);
  • Sustentabilidade financeira e técnica da operação, assegurando a manutenção dos investimentos após a sua conclusão;
  • Contributo para metas ambientais e climáticas, incluindo princípios DNSH (“Não Prejudicar Significativamente”).

Estas condições garantem que os projetos de digitalização do património cultural são sustentáveis, acessíveis e tecnicamente viáveis.

 

Apoio financeiro e limites

O apoio concedido assume a forma de subvenção não reembolsável, com uma taxa de cofinanciamento de 60% sobre os custos elegíveis. O montante máximo de apoio por operação é de 150.000 euros FEDER.

O financiamento pode ser ajustado em função da procura e da execução global do Programa Regional Algarve 2030. Os pagamentos são efetuados por reembolso ou contra fatura, não estando previstos adiantamentos automáticos.

 

Indicadores e metas a atingir

Os projetos devem contribuir para os seguintes indicadores contratualizados com a Comissão Europeia:

  • RCO 77 – Número de sítios culturais e turísticos apoiados;
  • RCR 77 – Número de visitantes anuais dos sítios culturais e turísticos apoiados.

O incumprimento de pelo menos 85% da meta dos indicadores de realização poderá resultar em penalizações, incluindo a redução do apoio até 5% ou, em casos mais graves, a revogação da decisão de aprovação.

 

Critérios de seleção das candidaturas

As operações serão avaliadas com base em quatro grandes critérios:

  1. Adequação à estratégia – alinhamento com os objetivos do programa e relevância cultural;
  2. Impacto – capacidade de promover o acesso à cultura, reduzir a sazonalidade e atrair novos públicos;
  3. Capacidade de execução – sustentabilidade financeira, robustez técnica e modelo de gestão;
  4. Qualidade do projeto – inovação, coerência e grau de risco ou urgência de intervenção.

As candidaturas com pontuação inferior a 3 valores serão automaticamente excluídas do financiamento.

 

Prazos e submissão

As candidaturas devem ser apresentadas até às 18h00 do dia 20 de janeiro de 2026, exclusivamente através da plataforma Balcão dos Fundos. O formulário deve ser acompanhado de todos os documentos técnicos e administrativos exigidos no aviso, incluindo:

  • Memória descritiva e ficha resumo (Anexo A.5);
  • Análise de custos e quadros financeiros (Anexo A.4);
  • Declaração DNSH e respetiva tabela de medidas (Anexo A.3);
  • Documentação comprovativa da titularidade, autorização ou gestão do património;
  • Plano de comunicação;
  • Declarações de compromisso de cumprimento das regras comunitárias.

 

Património digital para o futuro

A digitalização do património cultural não é apenas uma ação técnica: é uma estratégia de salvaguarda e democratização do acesso à cultura, com efeitos duradouros na identidade regional, na coesão social e no turismo sustentável.

Ao apoiar estas iniciativas, o Algarve 2030 promove uma visão contemporânea da cultura, baseada na inovação, na acessibilidade e na preservação digital, assegurando que o legado do passado seja também parte ativa do futuro.

 

Como a SkillTech pode apoiar a sua candidatura

A SkillTech tem experiência comprovada no apoio a entidades públicas e privadas na preparação e execução de projetos financiados no âmbito de programas regionais e temáticos. Podemos colaborar em:

  • Diagnóstico de maturidade técnica e estratégica do projeto;
  • Preparação da candidatura completa, com enquadramento técnico e financeiro;
  • Desenvolvimento de soluções tecnológicas para digitalização, arquivo, acessibilidade e integração com plataformas como a Europeana;
  • Implementação de sistemas de gestão documental e preservação digital;
  • Apoio ao plano de comunicação e cumprimento das obrigações de notoriedade.

Se a sua instituição tem acervos patrimoniais relevantes e está integrada nas redes museológica ou bibliotecária pública, esta é uma oportunidade única para investir na sua valorização digital e inclusão no espaço cultural europeu.

A equipa da SkillTech assegura um acompanhamento completo — desde a conceção da candidatura até à execução do projeto, fale connosco.

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